VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 139-150

Ressecçäo do intestino grosso e anastomose íleo-retal em suínos

Oliveira, H. PBernis, W. OAlves, G. E. SRezende, C. M. F

A anastomose íleo-retal término-terminal, após ressecçäo do intestino grosso, foi realizada em 13 suínos Large White x Landrace, com média de 15kg de peso e em torno de 67 dias de idade, sob anestesia pelo halotano, em circuito semifechado. A laparotomia constou de incisäo na regiäo paramediana esquerda, no sentido da bainha prepucial, seguida de incisäo na linha branca. O intestino grosso foi liberado das suas relações com o intestino delgado e do mesentério até a sua posiçäo relativa aos ligamentos laterais da bexiga. O íleo e o reto foram seccionados täo próximo quanto possível da válvula íleocecal e a 10 e 12cm do esfíncter anal, respectivamente, e as ligaduras dos vasos mesentéricos foram feitas em massa, a intervalos de 2-3cm. O intestino grosso foi removido, procedendo-se a anastomose íleo-retal, mediante sutura seromucosa, por pontos simples separados tipo Swift, com fio de seda preto n° 0, a 2-3mm das bordas, com os nós posicionados para o lume do órgäo. Em suínos jovens, a anastomose íleo-retal após ressecçäo do intestino grosso é tecnicamente exeqüível e permite a sobrevivência dos animais por período adequado até sua utilizaçäo em pesquisas sobre digestibilidade. O material e o tipo de sutura utilizados permitiram adequada justaposiçäo das bordas intestinais da anastomose, compensando pequenas diferenças entre os diâmetros do íleo e do reto. A remoçäo do intestino grosso conduziu a adaptações morfofuncionais marcantes, e a dilataçäo do segmento distal do intestino delgado constituiu a alteraçäo macroscópica mais significativa. Observou-se reduçäo no desenvolvimento e no peso corporal dos animais adaptados à nova condiçäo fisiológica

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