VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 77-83

Quantificação atrial de células mononucleares de medula óssea (CMMO) infundidas via intrapericárdica em suínos submetidos a infarto agudo do miocárdio

Branco, ÉrikaCarvalho, Ana FláviaFioretto, Emerson TiconaCabral, RosaGregores, Guilherme BuzonFerreira, Guilherme JoséSarmento, Carlos Alberto PalmeiraSamoto, Vivian YBalieiro, Cristiano de CarvalhoMiglino, Maria Angelica

Nas últimas décadas a medicina regenerativa tem se destacado em todo o mundo, graças ao surgimento da terapia com células-tronco, as quais tem grande capacidade de diferenciação em diversos tipos de linhagens celulares, reconstruindo tecidos lesados. A medula óssea, fonte das células utilizadas nesse estudo, contém células-tronco adultas, hematopoiéticas e mesenquimais, pertencentes ao grupo de células mononucleares, que dentre outras funções, são capazes de levar ao remodelamento cardíaco pós-processo isquêmico, e para tanto, podem ser introduzidas no coração sob algumas vias de infusão, sendo que a mais ser recentemente estudada foi a intrapericárdica, a qual foi eleita para o desenvolvimento deste estudo, sendo a qual utilizados 6 suínos, fêmeas, com média de peso de 25Kg, divididos em 2 grupos: 3 animais induzidos ao infarto agudo do mi do miocárdio e tratados com células mononucleares de medula óssea, e 3 animais que apenas receberam as mesmas células, porém não foram induzidos ao infarto (animais controle). As células mononucleares da medula porém óssea foram coletadas e separadas por densidade Ficoll, marcadas com fluorocromo HoechstⓇ e infundidas via intrapericárdica. Após analisarmos os átrios dos animais dos 2 grupos, percebemos que houve uma distribuição homogênea, independente da presença de fator quimiotático no grupo dos animais infartados e que s células foram capazes de sair do espaço pericárdico e transmuralmente ocupar toda a estratigrafia cardíaca. Não houve diferença significativa na quantidade de células encontradas, p>0,01, quando comparamos átrios de animais infartados versus átrios de animais não infartados.

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