Aspectos clínicos e radiográficos da displasia de cotovelo em cães da raça Retriever do labrador no Rio de Janeiro, RJ
Souza Junior, PauloLabarthe, Norma VollmerGonzales, Janis Regina MessiasAlmeida, Núbia Karla de Oliveira
A displasia de cotovelo é uma osteocondrose comum em cães jovens de raças grandes a gigantes cujos fatores de riscos incluem nutrição, genética e manejo. Avaliações clínicas e radiográficas foram feitas em 30 cães da raça Retriever do Labrador com idade acima de 12 meses, independentemente de sintomatologia. Também foram incluídos animais com idade inferior a 12 meses de idade, caso sintomáticos. Os sinais radiográficos de displasia de cotovelo foram identificados em 36,1% dos animais (11/30). A incongruência articular e a fragmentação do processo coronóide medial da ulna foram as principais causas identificadas e coexistiram na maioria dos casos (9/11). A efusão e crepitação articulares foram os sinais clínicos que melhor se associaram à doença. Embora não tenha sido possível comprovar estatisticamente, a projeção mediolateral em semiflexão foi aquela que permitiu identificar o maior número de alterações radiográficas. A presença de osteófitos na cabeça do rádio foi o sinal mais frequente de doença articular degenerativa (10/11). O estudo confirma a displasia de cotovelo como um frequente distúrbio do desenvolvimento esquelético na raça e alerta para a necessidade de rigorosa seleção reprodutiva destes animais.
Texto completo