Efeito da dureza total em juvenis de tainha (Mugil liza) criados em água doce
Scheuer, FernandaSouza, Marisa Pereira deSterzelecki, Fábio CarneiroCipriano, Filipe dos SantosCerqueira, Vinicius RonzaniMartins, Mauricio Laterça
O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito de três durezas diferentes de água doce (25, 250 e 750 mg.L-1 CaCO3) e controle (água do mar com salinidade 15 % e dureza 2500 ± 130,9 mg.L-1 CaCO3), em juvenis de tainha Mugil Liza , através de um teste de longo prazo (50 dias), avaliando o desempenho zootécnico (ganho de peso (GP), conversão alimentar (CA), taxa de crescimento específico (TCE) e sobrevivência (%)), parâmetros indicadores de estresse (glicose) e avaliação de parâme-tros fisiológicos nos tecidos das brânquias, a fim de determinar a faixa de dureza em água doce onde há melhor sobrevivência, crescimento e conversão alimentar dessa espécie. Os peixes com peso médio inicial de 22 ± 2,84g foram mantidos em condi-ções constantes de temperatura, pH, alcalinidade e amônia, e alimentados quatro vezes ao dia com dieta comercial. Ao avaliar o desempenho zootécnico apenas a sobrevivência (%) não foi significativamente diferente entre os tratamentos, porém, para as demais variáveis: ganho de peso (GP), conversão alimentar (CA) e taxa de crescimento específico (TCE) os melhores resul-tados foram encontrados no tratamento com salinidade 15 % (controle). A glicose no sangue dos animais mantidos a salini-dade 15 % (controle) foi significativamente menor em relação aos outros tratamentos. As análises histológicas corroboram os dados zootécnicos, indicando possivelmente stress nos peixes mantidos em durezas muito baixas e muito altas. Conclui-se que para cultivar juvenis de tainha em água doce, a dureza mais adequada é 250 mg.L-1 CaCO3, pois apresentou melhor peso final dentre as durezas avaliadas.(AU)
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