VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 35-43

Influência de Eichhornia crassipes e Lemna sp. na alimentação natural de Astyanax altiparanae Garutti & Britski, 2000 na fase inicial

Galdioli, Eliana MariaHayashi, CarminoSoares, Claudemir MartinsSoares, TelmaWolff, Liu

Objetivou-se estudar mudanças da dieta nos estágios iniciais de desenvolvimento de Astyanax altiparanae, na presença de Eichhornia crassipes (EC) e Lemna sp. (LM). Larvas de Astyanax altiparanae foram estocadas em oito tanques de 900 L (500 ind. tanque-1), sendo quatro com EC e quatro com LM cobrindo 50% da superfície destes. Os tanques foram inoculados com plâncton e receberam 3,0 g de fertilizante inorgânico (NPK-7:14:8) e 1,5 g semanalmente. A cada três dias foram coletadas três larvas de cada tanque, fixadas em formol a 4% e agrupadas em quatro classes de idade (I: 6 a 12 dias, II: 15 a 21 dias, III: 24 a 30 dias e IV:33 a 39 dias). Relacionando a dominância e frequência de ocorrência (FO) dos itens alimentares verificou-se que, nesta fase, o A. altiparanae é generalista. Na classe I, houve maior dominância e FO de Lecane bulla e de Alona sp. nos tratos digestórios na presença de EC e LM, respectivamente, passando a consumir organismos maiores como Chironomidae nas demais classes com EC. Na presença de LM, Alona sp. foi dominante na classe II, Chironomidae na III e Centropyxis sp. na IV. As diatomáceas tiveram maior FO tanto em EC quanto em LM. Na classe III, com EC Chironomidae teve maior FO, assim como Arcella sp. e Scenedesmus spp. com LM. A maior FO na classe IV foi de L. bulla e Scenedesmus spp. com EC e LM, respectivamente. Concluiu-se que EC e LM influenciaram a dieta de A. altiparanae, alterando-a de acordo com a disponibilidade dos organismos e com o aumento da idade.

Texto completo