Compatibilidade simbiótica entre fungos micorrízicos arbusculares (autóctone ou exótico) e três espécies nativas da Caatinga em diferentes níveis de fósforo
Oliveira, João Ricardo Gonçalves deResende, Geraldo Milanez deMelo, Natoniel Franklin deYano-Melo, Adriana Mayumi
O objetivo do trabalho foi avaliar o desenvolvimento de três espécies vegetais nativas da Caatinga (Aspidosperma pyrifolium, Ziziphus joazeiro e Pseudobombax simplicifolium) em resposta à inoculação com dois fungos micorrízicos arbusculares (autóctone: Claroideoglomus etunicatum ou exótico: Acaulospora longula) e adubação fosfatada. O experimento foi realizado em casa de vegetação em delineamento inteiramente casualizado em arranjo fatorial com três tratamentos de inoculação (Controle, C. etunicatum ou A. longula) e quatro doses de superfosfato simples (0 - sem adição de P2O5, 12, 24 e 48 mg dm -3), em dez repetições. Nas condições deste estudo, o inóculo de C. etunicatum, autóctone da região semiárida, demonstrou maior compatibilidade e eficiência na promoção do crescimento e nutrição das plantas quando comparado ao inóculo exótico de A. longula. Plantas de A. pyrifolium não foram responsivas à micorrização e adubação fosfatada. Em solo com menor teor de fósforo as plantas de Z. joazeiro e P. simplicifolium micorrizadas apresentaram melhor desenvolvimento vegetativo, com elevada produção de biomassa seca da parte aérea. Plantas de Z. joazeiro micorrizadas tiveram aumento nos teores de macro e micronutrientes proporcional às doses de fósforo aplicadas. Conclui-se que simbiose micorrízica pode ter papel fundamental no desenvolvimento destas espécies nativas da Caatinga
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