VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 377-385

Sensibilidade de organismos aquaticos ao etanol e seu potencial uso como bioindicadores

Silva, Adilson Ferreira daCruz, Claudinei daGarlich, NatháliaCerveira Junior, Wilson RobertoPitelli, Robinson Antonio

O objetivo deste estudo foi avaliar a viabilidade do uso dos organismos teste Lemna minor, Azolla caroliniana, Hyphessobrycon eques, Pomacea canaliculata e Daphnia magna como bioindicadores de exposição ao etanol (concentração letal e efetiva 50% - CL50(I)/CE50(I)). Assim, foram utilizadas as seguintes concentrações: 5,0; 10,0; 20,0; 30,0; 40,0 e 50,0 mg L-1 de etanol para L. minor; 25,0; 50,0; 75,0; 100,0; 150,0 e 200,0 mg L- 1 (A. caroliniana); 0,3; 0,5; 1,0; 2,0 e 3,0 mg L-1 (H. eques); 0,05; 0,10; 0,20; 0,40 e 0,80 mg L-1 (P. canaliculata ) e 40,0; 60,0; 80,0; 100,0; 120,0 e 140,0 mg L-1 para D. magna, todos com controle em triplicata. O aumento da concentração do etanol elevou a condutividade elétrica e diminuiu o oxigênio dissolvido e o pH da água. A CL50 do etanol para as macrófitas L. minor e A. caroliniana foi 12,78 e 73,11 mg L-1, respectivamente, sendo classificado como ligeiramente tóxico; para o H. eques, foi de 1,22 mg L-1 (moderadamente tóxico); 0,39 mg L-1 para o P. canaliculata (altamente tóxico) e 98,85 mg L-1 para D. magna (ligeiramente tóxico). Assim, o H. eques e o P. canaliculata apresentaram potencial para uso como organismos bioindicadores de exposição do etanol em corpos hídricos.

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