VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 473-479

Extrato polissacarídico oriundo das cascas do caule de Mimosa tenuiflora induz resposta inflamatória aguda via óxido nítrico

Silva-Leite, Kaira Emanuella Sales daQueiroz, Cinthia SilvaMadeira, Juliana da CostaSoares, Pedro Marcos GomesPereira, Maria GonçalvesAssreuy, Ana Maria Sampaio

Mimosa tenuiflora (Mimosaceae) ou "jurema-preta", amplamente distribuída no nordeste brasileiro, é utilizada popularmente no tratamento de lesões de pele, queimaduras e inflamação. O efeito cicatrizante do extrato alcoólico de suas cascas corrobora o uso popular. Avaliou-se o efeito inflamatório dos polissacarídeos da casca de M. tenuiflora (EP-Mt), obtidos por extração com metanol/NaOH e precipitação com etanol. O efeito inflamatório foi avaliado em modelos agudos em ratos (edema de pata, peritonite) por meio dos seguintes parâmetros: edema, permeabilidade vascular, migração leucocitária, atividade da mieloperoxidase e modulação farmacológica de prostaglandinas e óxido nítrico. EP-Mt apresentou 3,8% de rendimento, 41% de carboidratos totais e 0,34% de proteína. EP-Mt (0,01, 0,1, 1,0 mg kg -1), administrado por via subcutânea, induziu edema de pata com duração de 30 a 420 min e efeito máximo na dose de 1 mg kg-1 (40x vs. salina), o qual foi inibido por L-NAME (52%) e dexametasona (26%). EP-Mt (1 mg kg-1, via intraperitoneal) estimulou a migração de leucócitos (2,2x vs. salina), principalmente de neutrófilos (6,5x), com aumento da atividade da mieloperoxidase (96%). A migração de leucócitos foi inibida por dexametasona (39%) e L-NAME (38%). EP-Mt contendo elevado teor de carboidratos induz inflamação aguda via óxido nítrico com perspectivas de aplicação em condições patológicas de imunossupressão.

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