Diatomáceas perifíticas como bioindicadores em córregos urbanos e rurais
Moresco, CarinaRodrigues, Liliana
Diatomáceas perifíticas foram amostradas em dois córregos, um localizado na zona urbana e outro na zona rural, situados em Maringá, Paraná, Brasil. Foram avaliadas as diferenças na estrutura da comunidade entre os córregos, relacionando-as às características físicas e químicas, bem como a variabilidade temporal. Seis amostras de diatomáceas perifíticas foram coletadas ao longo de cada córrego, de julho de 2007 a junho de 2008. Os córregos diferiram tanto em relação aos fatores abióticos como em relação à estrutura da comunidade de diatomáceas, e a escala espacial foi mais importante do que a escala temporal (ANOVA, p ≥ 0,05; NMS estresse = 13,73; p = 0,009). A análise de Procrustes (m2 = 0,7607 e p = 0,0001) mostrou que as variáveis com maior influência sobre a estrutura da comunidade de diatomáceas nos córregos estudados foram o nitrogênio total (NT), condutividade, oxigênio dissolvido (OD), demanda química do oxigênio (DQO), demanda bioquímica de oxigênio (DBO5) e velocidade da água. Os resultados indicam que as variáveis abióticas, alteradas pelo uso do solo, tiveram maior influência sobre a estrutura da comunidade de diatomáceas perifíticas do que a variação das condições abióticas devido às estações do ano.
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