VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 47-57

O regime hidrológico do rio Ivinhema (Estado do Mato Grosso do Sul) e sua influência na assembléia zoobentônica

Arenas-Ibarra, José AntonioTakeda, Alice MichiyoFujita, Daniele Sayuri

O estudo foi realizado em diferentes ambientes da várzea do rio Ivinhema com o intuito de analisar a variação espacial e temporal da assembléia de invertebrados bentônicos, bem como sua relação com as variáveis físicas e químicas e o nível hidrométrico. Foram estudados quatro ambientes, o canal principal do rio, o canal Ipoitã, a lagoa Ventura (sem comunicação) e a lagoa dos Patos (com comunicação). As coletas foram realizadas trimestralmente de fevereiro a novembro de 2002. O sistema rio Ivinhema foi caracterizado por um regime de potamofase bimodal com intensidades moderadas e grandes amplitudes, permanecendo em potamofase 184 dias em 2001 e 67 dias em 2002. Foram observadas as variações espacial e temporal, quanto às variáveis físicas e químicas, sumarizadas em uma PCA. Dos 37 táxons registrados, Nematoda, Corbiculidae, Oligochaeta, Acari, Ostracoda e Chironomidae foram os mais abundantes, sendo as larvas de Chironomidae o táxon predominante no canal Ipoitã e na lagoa Ventura. Entretanto, a análise da estrutura da assembléia (CA) demonstrou que a assembléia bentônica do rio Ivinhema é dissimilar a das lagoas. A relação entre PCA e CA não foi significativa, indicando que no sistema Ivinhema há uma estrutura complexa e que a uniformidade espacial da densidade e temporal da assembléia bentônica deve-se à maior conectividade entre os ambientes.

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