VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 297-304

Distribuição longitudinal da biomassa de microcrustáceos em três reservatórios tropicais (Estado do Paraná, Brasil) - DOI: 10.4025/actascibiolsci.v29i3.484

César María Bletter, MartínCosta Bonecker, Claudia

Este estudo avaliou a distribuição longitudinal da biomassa de microcrustáceos planctônicos, em três reservatórios subtropicais, no Brasil, e a relação dessa distribuição com algumas variáveis limnológicas em reservatórios. A hipótese foi que a biomassa de microcrustáceos se distribui similarmente como proposto no terceiro modelo de Marzolf (1990) para densidade zooplanctônica em reservatórios tropicais. A biomassa dos microcrustáceos variou de 261,5 mg DW m-3 (Reservatório de Iraí, zona de transição, estação seca) a 0,03 mg DW m-3 (Reservatório de Segredo, zona fluvial, estação chuvosa). Os valores mais elevados de biomassa foram registrados na zona de transição, embora esta variação não tenha sido significativa. A biomassa total esteve relacionada com o estado trófico de cada reservatório, sendo, ainda constatado uma maior diferença de biomassa entre os ambientes do que entre cada zona dos reservatórios. A distribuição longitudinal da biomassa foi relacionada também com a distribuição longitudinal de clorofila-a e apresentou padrão conforme o terceiro modelo proposto por Marzolf. Este fato sugere que esse modelo poderia ser usado para descrever a distribuição longitudinal da biomassa nos reservatórios estudados.

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