Hematologia de teleósteos brasileiros com infecção parasitária. I. Variáveis do Leporinus macrocephalus Garavelo e Britski, 1988 (Anostomidae) e Piaractus mesopotamicus Holmberg, 1887 (Characidae)
Tavares-Dias, MarcosHenrique Canello Schalch, SérgioLaterça Martins, MaurícioDemari Silva, ÉricoRuas Moraes, FlávioPerecin, Dilermando
Espécimes de Leporinus macrocephalus (piauçu) e de Piaractus mesopotamicus (pacu) foram colhidos em piscicultura do município de Franca (SP) para avaliação dos efeitos da infecção parasitária sobre a taxa de hemoglobina e de hematócrito, a concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM), o fator relativo de condição (Kn) e a distribuição percentual de células sangüíneas de defesa orgânica (leucócitos e trombócitos). Ambas as espécies apresentavam-se parasitadas por monogenea ou por monogenea e outros parasitas: monogenea e Trichodina sp; monogenea e Lernaea cyprinacea; monogenea e Piscinoodinium pillulare; monogenea e Ichthyophthirius multifiliis; monogenea, I. multifiliis e Trichodina sp. Os resultados demonstraram que os parâmetros estudados em L. macrocephalus e em P. mesopotamicus não foram significativamente (p > 0,05) alterados pelo parasitismo. A análise de regressão linear mostrou correlação negativa (p > 0,05) entre linfócitos e trombócitos em L. macrocephalus e correlação positiva (p > 0,01) da taxa de hemoglobina com o peso e com o comprimento total em P. mesopotamicus.
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