Efeito da frequência alimentar e da salinização da água sobre o desenvolvimento inicial de Pyrrhulina brevis, um peixe ornamental da Amazônia
Pinheiro Junior, Arlindo dos SOliveira, Leonnan C. C. deEiras, Bruno José C. FLima, Wesley dos SVeras, Galileu CMoura, Lorena B. deSalaro, Ana LCampelo, Daniel A. V
Pyrrhulina brevis é um peixe endêmico da bacia amazônica que apresenta bons valores no mercado de peixes ornamentais. Na larvicultura, os peixes são muito sensíveis aos estressores e apresentam alta taxa de mortalidade. A água salinizada pode fornecer mais energia para superar o estresse e a frequência alimentar é uma estratégia importante para melhorar o desempenho produtivo. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a melhor frequência alimentar e o melhor nível de salinização da água para o desenvolvimento larval de P. brevis. Um total de 360 pós-larvas de P. brevis (5,26 ± 1,65 mg, 5,57 ± 0,68 mm) foram distribuídos aleatoriamente em 36 aquários (1 L) em esquema fatorial 3x4, para avaliar três concentrações de sal na água (0, 1 e 2 g L-1) e quatro frequências de alimentação (uma, duas, três e quatro vezes ao dia). Foram oferecidas 150 náuplios de Artemia por dia e por pós-larva, durante 15 dias. Os peixes mantidos com 1 g L-1 de água salinizada e os alimentados 3 e 4 vezes ao dia apresentaram comprimento e peso finais, ganho de peso e taxa de crescimento específico para comprimento e peso significativamente maiores. Uma interação entre água salinizada e frequência alimentar foi observada para a taxa de sobrevivência. Concluímos que, durante a fase inicial de criação de P. brevis, recomenda-se uma frequência alimentar de três vezes ao dia e água salinizada a 1 g L-1.(AU)
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