VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 32-41

Efeito do consumo de alimento natural sobre a recria do pirarucu em viveiros e tanques-rede

Oliveira, Hyago Jovane Borges deLima, Adriana FerreiraLapa, Lorhane Caroline Ferreira daOliveira, Hygo Jovane Borges deMatos, Flávia Tavares deNuñer, Alex Pires de Oliveira

O pirarucu, Arapaima gigas é um peixe de grande importância econômica e social na Amazônia, onde é comumente produzido em viveiros. A produção de peixes em tanques-rede tem crescido no Brasil, e este sistema poderia ser uma alternativa para a produção do pirarucu, reduzindo custos e melhorando os parâmetros produtivos. Nós avaliamos a contribuição do alimento natural na produção em sistema semi-intensivo (viveiros) e intensivo (tanques-rede) e seus efeitos sobre os aspectos produtivos e econômicos do pirarucu na fase de recria. Quatro viveiros (300 m2) e quatro tanques-rede (4,0 m3) foram estocados, respectivamente, com 120 (0,4 peixes m-2) e 160 (40 peixes m-3) juvenis de pirarucu (28,03 ± 6,34 g e 11,75 ± 0,80 cm). O estudo foi conduzido por 105 dias e os peixes foram alimentados com ração comercial extrusada. Crescimento e ingestão de plâncton pelos peixes foram avaliados quinzenalmente. Sobrevivência, comprimento padrão, ganho de peso e peso final foram maiores nos peixes cultivados em viveiros. A conversão alimentar nos viveiros (0,96 ± 0,06) foi menor que nos tanques-rede (1,20 ± 0,11). Mesmo sendo ofertada ração, os pirarucus consumiram alimento natural nos dois sistemas de produção. A abundância relativa de zooplâncton e insetos nos estômagos foi diretamente proporcional ao ganho de peso nos viveiros, e inversamente proporcional nos tanques-rede. Um índice de eficiência econômica mais alto e custo médio de produção mais baixo foram calculados para os viveiros escavados. Nossos resultados indicam que o custo-benefício do cultivo de A. gigas durante a fase de recria é melhor em viveiros.(AU)

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