VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 189-198

Resíduos de mandioca na dieta de frangos de crescimento lento

Vieira, Silvia SilvaVieira, Ernilde dos SantosBarbosa, Francisco Raylan SousaLima, Adrielle de Cassia SoaresMarinho, Andressa MartinsReis, Cassio Pinho dosTavares, Fernando BarbosaOliveira, Luis Rennan SampaioAlves, Kaliandra SouzaSantos Neta, Ernestina Ribeiro dos

Subprodutos da mandioca são abundantes e pouco utilizados nas agroindústrias familiares na Amazônia, onde é comum a criação de frangos de corte de crescimento lento. Portanto, a incorporação de subprodutos de mandioca na alimentação destes frangos pode proporcionar enriquecimento de amido para melhor desempenho zootécnico. Avaliamos a utilização de resíduos da mandioca na alimentação de frangos de crescimento lento em substituição ao milho. Determinamos a composição química da raspa de mandioca (RM) e do resíduo de amido de mandioca (RAM), e testamos a digestibilidade dos resíduos utilizando 192 frangos e três tratamentos: inclusão de 30 g kg-1 RM ou RAM e um controle sem mandioca, com oito repetições de oito frangos cada. Digestibilidade foi determinada por coleta de excretas totais dos 19 aos 22 dias de idade. Energia metabolizável aparente e corrigida e os coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca, proteína bruta e energia bruta foram significativamente maiores para RAM que RM. Assim, apenas RAM foi usado em um experimento de desempenho com 324 frangos de 30 a 90 dias de idade e quatro tratamentos (0; 6,8; 13,4 e 20 g kg-1 RAM na ração), com nove repetições de nove frangos cada. Os tratamentos não diferiram significativamente em ganho de peso, consumo de ração, rendimento de carcaça, peito e vísceras, cor da carne, luminosidade, pH, força de cisalhamento, e perda de peso por cozimento e gotejamento. Como houve redução significativa na conversão alimentar e no rendimento de coxa e sobrecoxa com 20 g kg-1, sugerimos o uso de RAM até 13,4 g kg -1.(AU)

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